Os prejuízos causados pela enchente de janeiro de 2007, que inundou 60% da cidade de Cáceres, poderiam ter sido evitados se a cota de alerta estabelecida para medir “a subida” do rio Paraguai 4 metros e não de 5,40 metros com é atualmente. O alerta foi feito pelo Major Ramão Correa, comandante do Corpo de Bombeiros, durante reunião que marcou a recomposição da Comissão Municipal de Defesa Civil. Apesar de estar convicto de que a medida impediria os prejuízos, Correa, propôs a elaboração de um parecer técnico para atestar que mesmo antes de atingir a cota de alerta, o rio já provoca o refluxo das águas das chuvas que seguem em direção as baias e ao Paraguai, pelos vários canais que cortam a cidade, entre eles o Sangradouro. Responsável pelo monitoramento do rio, a Agência da Marinha, é favorável a revisão da cota da alerta. Para o comandante da Agência, capitão-tenente Pedro Garcia de Carvalho, quando se trata da segurança da população, todas as medidas preventivas precisam ser adotadas. Responsável pela organização da Defesa Civil Municipal, a prefeitura já se adiantou e indicou uma equipe técnica para coordenar o estudo. O prefeito Túlio Fontes encarregou o engenheiro Adilson Reis, secretário de Indústria e Comércio para conduzir o trabalho. |